Conversa com Bial, Autismo, Cidades que me dizem respeito





O programa CONVERSA COM BIAL, gravado em 18/04/2018, foi um grande exemplo de dedicação da produção no trabalho de bem informar sobre o AUTISMO. Ficamos muito honrados de estar presentes nesse momento de aperfeiçoamento das relações sociais que respeitam com qualidade as pessoas com deficiências.
Parabéns a toda Equipe Bial e abraços.
Guto Maia e Pedro Rosengarten BaptistaRossana Rosengarten
Entre os convidados estavam a psiquiatra infantil Raquel del Monde, o jornalista Luiz Fernando Vianna e a autista Amanda Paschoal, participante do Encontro de Gerações.
Para assistir ao programa acesse: https://bit.ly/2HSgSU3
Fotos: Higor Gargiulo e Márcia Gaupern
Álbum: https://bit.ly/2Hddx1K
E quem quiser continuar nos acompanhando na jornada de construção pública e coletiva do projeto CIDADES QUE ME DIZEM RESPEITO - Vamos conversar sobre inclusão?, acesse www.doisdobrasil.com, e participe desse processo.
É um trabalho em movimento onde todos os olhares são bem-vindos. Queremos conversar cada vez mais sobre todos os temas que envolvam DIVERSIDADE, DEFICIÊNCIAS & TECNOLOGIA.
Nossos princípios se alinham a tudo que há de mais atualizado no que diz respeito à melhoria social da pessoa com deficiência.
NADA DE NÓS SEM NÓS: Consulte indivíduos inclusivos, familiares, especialistas, terminologias, entidades representativas, empresas e instituições comprometidas com a Inclusão para aperfeiçoarmos o senso comum com honestidade, sem ilusões ou dissimulações. O projeto CIDADES QUE ME DIZEM RESPEITO - Vamos conversar sobre inclusão?, está sendo elaborado publica e coletivamente, a partir do Encontro de Gerações / 2017, alinhado aos princípios da Agenda 2030 do Plano de Ação das Américas, das Nações Unidas, promovido pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, essa última representada pelo Memorial da Inclusão, em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, além de empresas e instituições que trabalham na afirmação dos direitos das pessoas com deficiência.
#cidadesquemedizemrespeito #inclusãosemlimites #pedrobial #pedrorosengartenbaptista #gutomaia #rossanarosengarten #autismo #deficiências

UM DIA DE LUZ PARA OS PORTADORES DE PRECONCEITO

(Obs: Pedindo licença ao Espaço Psicopedagógico da Profa. Claudia Taveira, para uma postagem em Homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Gratos. Att. Pedro & Guto)


UM DIA DE LUZ PARA OS PORTADORES DE PRECONCEITO
(Homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – 3 de dezembro)

Por 
Guto Maia
Essas foram as melhores férias da vida do Pedro, e aconteceram da forma que ele mais ama: viajando, estudando, pesquisando, falando muito, namorando e fazendo amigos!!!
Alguém acreditaria que isso seria possível há alguns anos?
E o melhor, férias remuneradas.
Olha como se deu o processo de preparação dessas férias que aconteceram em novembro, quando ele completou um ano de trabalho, num projeto de emprego apoiado:
Histórico:
1. Agosto - participação no seminário de credenciamento de formadores palestrantes no Memorial da Inclusão;
2. Setembro: Inscrição no Supletivo ensino Médio do CEEJA Clara Mantelli;
3. Outubro - convite para o "Encontro de Gerações", Quatro dias de debates, palestras e atividades eco-esportivas radicais na cidade de Socorro, no hotel-fazenda Parque dos Sonhos;
4. Primeira Palestra - lançamento do projeto "Cidades que me dizem respeito", no Instituto Passadori, São Paulo;
5. Novembro - viagem a Ubatuba e Caraguatatuba, para Segunda Palestra, para pais da APAE Ubatuba;
6. Terceira Palestra: Câmara Municipal de Ubatuba;
7. Visita à Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência, de Caraguatatuba;
8. Quarta Palestra - Uniceu Inácio Monteiro (Centro Universitário São Camilo);
9. Viagem a Santos e Quinta Palestra para professores APAE-Santos;
10. Volta ao trabalho em 1° de dezembro. Homenageado como o melhor vendedor de revistas de projeto social da loja Dona Veridiana, da Drogasil (só nesse dia de volta ao trabalho, ele vendeu 10 revistas para clientes em 4 horas de trabalho!).
11. Resumindo: cinco palestras, três viagens, excelentes notas no supletivo, credenciamentos relevantes, participação em 3 seminários: 
Memorial da Inclusão, Macksoud Plaza e ECA-USP), muita alegria e muitos novos amigos. Essa é a fotografia de um trimestre na vida de uma pessoa com deficiência. 14,5% da população de cidadãos do Brasil têm esse potencial. Esse é o percentual de pessoas com deficiência. Só lhes faltam as oportunidades de mostrarem de que forma podem ter a mesma felicidade de realização, dentro dos seus limites e capacidades.
Isso tudo, acima de qualquer vaidade de pais, indica o quanto um "indivíduo" PCD é "coletivo". A quantidade de pessoas envolvidas em processos como esses, além do pai e da mãe é incalculável. E, quando isso acontece, a sociedade ganha como um todo. Todos são responsáveis por essa realização. Jamais um pai ou uma mãe, ou avós, conseguiriam fazer isso sozinhos. Um batalhão de especialistas, familiares, amigos, simpatizantes, etc, é envolvido. Mas, jamais os outros fariam isso tudo plenamente no lugar da família. Quando todos utopicamente nos considerarmos uma única família humana, verdadeiramente poderemos ser felizes em saber que os nossos filhos serão "para" o mundo, e poderemos morrer realizados, sabendo que os nossos filhos continuarão num AMBIENTE SEGURO.
Todo PCD (pessoa com deficiência) se tornará invariavelmente um PAH (pessoa com altas habilidades). Isso se dará, pois a vida é mais forte e tende florescer, e só o fato de manter-se vivo, mesmo quando tudo é desfavorável traz compensações inimagináveis. Isso faz desse indivíduo alguém altamente diferenciado em aspectos geralmente não evidenciados, camuflados pela deficiência. Se junta a isso o preconceito social e familiar contra o incomum e a pessoa é formatada como incapaz, sem forças para reagir. Aí, se extingue um potencial grandioso e quem perde é a sociedade.
Por isso, os PCDs são “indivíduos coletivos”, pois “todos” somos responsáveis por eles. A alegria da realização de um "indivíduo coletivo" é de todos. Um PCD tem a cara de todos que o cercam.
A gratidão de uma família que se empenha para a alegria diária de um PCD é universal quando isso acontece, pois jamais alguém conseguirá cuidar sozinho dele, portanto essas criaturas são seres agregadores.
Quem quiser acompanhar de perto, o cotidiano da história do Pedro, acesse: 
www.doisdobrasil.com. Uma história pública e coletiva que é de todos os “pedros”, pois num ambiente público os portadores de preconceito podem acessar informações de várias correntes de pensamento e formarem firmemente suas convicções e juízos, e na boa hipótese, melhorarem o seu poder de aceitação. Somos todos muito parecidos nas nossas necessidades básicas quando buscamos ser felizes. Só que alguns precisam de mais coisas que os outros para que isso aconteça, alguns são mais ambiciosos, e a maioria precisa de muito pouco. Não há logica na felicidade. O "modelo" de "ser feliz" vem de fora, mas o processo se dá dentro.
A melhor lição que pudemos tirar desse processo que deu certo, é que absolutamente tudo que fizermos com sinceridade terá sucesso.
A sinceridade é agregadora em si. A sinceridade é honesta em si.
Um feliz dia mundial para os portadores de sinceridade!Parabéns Pedro pelo seu dia! Você merece.
(Texto em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro, que busca a emoção do pai, a sabedoria do professor e a objetividade do universo corporativo)
Observação: o termo "portador de deficiência" está em desuso, pois quem "porta algo" transporta, “carrega o que pode ser descartado”, e no caso do PCD ele "possui" a deficiência.
São detalhes semânticos que os ativistas em favor das causas das pessoas com deficiências vêm reforçando para tornarem o preconceito cada vez menor.

Guto Maia é professor multidisciplinar de alunos PCD’s, pesquisador de educação inclusiva há cerca de 20 anos, ativista do aperfeiçoamento dos protocolos da inserção de inclusivos no Mercado de Trabalho; pai de quatro filhos, sendo o mais jovem autista;  filho de mãe que esteve cadeirante por 13 anos; conselheiro eleito 17/18 do CER-Sé SP, ligado ao SUS, da PMSP; coordenador do Depto. de Música do NEED (Núcleo de Especialização e Estudo para o Deficiente Físico e Mental); foi professor de adultos PCD’s, na Extensão Comunitária da UNIP Vergueiro; professor de Jovens Aprendizes do IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação); diretor teatral, músico, compositor, autor, ator de teatro e cinema. Cursou Pedagogia, Música, Ética, Teatro, Artes, Literatura, Adm. Empresas e Educação Inclusiva.  É certificado em Comunicação Verbal pelo Instituto Passadori. Em agosto, participou do Seminário de Formadores de Palestrantes Credenciados do Museu da Inclusão, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo. Também participou do "Encontro de Gerações", coordenado pela jornalista Flávia Cintra, de 15 a 18 de outubro, na cidade de Socorro/SP, evento de debates para a preparação coletiva do primeiro documento da Agenda 2030 do Plano de Ação das Américas, das Nações Unidas.  
Referências: Revista D+: 
http://revistadmais.com.br/arte-musica-e-acao/. Depoimentos de alunos e colegas do prof. Maia: https://goo.gl/HE9WTs

03 dez 2017


#pcd #pah #inclusao #deficiencia #cidadesquemedizemrespeito #gutomaia #pedrorosengartenbaptista #sinceridade #naopreconceito #dignidade #trabalho #universopcd

A organização do tempo do estudante


O sucesso acadêmico e o bom desenvolvimento socioemocional dos estudantes dependem de vários fatores, entre eles a organização de seu tempo.

Sabe-se das consequências negativas da desorganização do local de estudo , mas a o do tempo também tem muita relevância.

Quando o aprendente tem consciência de seu tempo e se programa para o melhor aproveitamento do mesmo, sabendo quais as atividades tem a fazer e determina sua rotina, seu envolvimento com a realização das atividades é maior.

Havendo essa prática, também é facilitado ao estudante a prática de estratégias e técnicas de estudos eficazes.

O saber aprender é um processo que conduzido com as práticas citadas favorecerá o alcance de bons resultados e a aprendizagem significativa.

Obrigada.
a todos

A importância de metas no desempenho escolar


A motivação é essencial ao desenvolvimento e à realização de projetos pessoais, pois favorece a manutenção do empenho necessário, mesmo quando as dificuldades se apresentam. 

No processo de aprendizagem, podendo também ser denominado de procedimentos do saber aprender, a determinação de metas também é de grande utilidade. 

Isso ocorre, quando o enfoque é dado como algo que foi estabelecido pelo aprendente e lhe servirá como um orientador, um destino a se chegar. 

Essa maneira de ver, mobilizará o indivíduo a elaborar planejamentos, considerando, antecipadamente, possíveis dificuldades e assim, já buscará estratégias que utilizará para superá-las. 

Também é válido afirmar que o estabelecimento e cumprimento de metas, além da motivação que proporciona aos sujeitos, está vinculado a uma recompensa que esse terá para seu empenho pessoal, que pode estar combinado a algum prêmio por ele estabelecido. 

Havendo objetivos, o estudante reduzirá possível comportamento procrastinador, cumprindo, sem atropelos, prazos para entrega de trabalhos solicitados pelos professores, facilitando a formação de hábitos de estudo. 

Pode-se considerar, também, que haverá elevação da autoestima e autoconfiança, pois o indivíduo reconhecerá sua capacidade de realização. 

Assim sendo, as metas são excelentes aliadas para o alcance de sucesso e prazer ao aprender. 

Claudia Cordeiro Pereira M Taveira 
Pedagoga, psicopedagoga e mediadora do 
Programa de Enriquecimento Instrumental nível 1

Ideias e Dúvidas: colaboradoras do Saber Aprender

"Uma pessoa sem ideias e dúvidas é que nem um tronco oco" A. G. 

Essa frase dita por A.G., 14 anos, durante uma sessão de atendimento psicopedagógico, cujo instrumento utilizado foi o Programa de Enriquecimento Instrumental, é bastante inspiradora para iniciar uma reflexão sobre o processo de saber aprender, no qual as ideias e dúvidas são fundamentais para melhor desempenharmos nossas atividades cotidianas, sejam elas profissionais,escolares ou pessoais. 

Observando cuidadosamente a nossa rotina diária, é possível perceber que tanto naquelas relacionadas ao aspecto cognitivo como no afetivo, as ideias ou pensamentos estão sempre presentes. 

Essas ideias e pensamentos quando não são reconhecidos e portanto, não revelados, tornam-se um grande obstáculo para uma melhor compreensão da realidade e uma vivência de experiências significativas, promotoras de uma satisfação naquilo que os indivíduos realizam. 

Isso pode ser ainda mais sério quando as pessoas não se permitem duvidar, possuindo uma crença que as dúvidas seriam sinal de alguma limitação cognitiva ou uma perda de tempo em seu cotidiano acelerado. 

Esse comportamento indica um equívoco, pois à medida que a dúvida é reconhecida, torna-se mais fácil uma compreensão mais aprofundada da situação que a provocou, e pode ser o início da geração de um novo conhecimento. 

Assim sendo, uma ideia e uma dúvida são essenciais ao saber aprender, permitindo que as pessoas não se pareçam com um tronco oco e sim, com um tronco saudável, com o fluir harmonioso de conhecimentos e vivência das boas e significativas experiências.

Dessa forma, também se constrói o saber aprender. 

CLAUDIA CORDEIRO PEREIRA M. TAVEIRA
Pedagoga com especialização em Orientação Educacional e pós-graduação em Psicopedagogia Clínica.

Conversando sobre Saber Aprender

Como aprendemos? Essa pergunta é bastante presente em nosso cotidiano e as razões para isso ocorrer são as mais variadas: desejo de obter bons resultados em provas, desempenhar melhor a profissão, melhorar relacionamentos, entre outros.

Nas razões citadas anteriormente, existe um aspecto comum que pode ser destacado: os possíveis benefícios que o saber aprender possibilitaria sendo eles, uma prática preventiva das dificuldades de aprendizagem, promoção do prazer em aprender e na obtenção de melhores resultados.

Considerando isso, muitos estudos têm sido realizados e a proposta da metacognição tem contribuído significativamente na identificação das ações que levam ao saber aprender.

A metacognição tem como um de seus objetivos que o aprendente identifique e reconheça a forma como soluciona suas situações cotidianas; sejam escolares,profissionais e outros.

Sabe-se por meio dessa prática que o sucesso da aprendizagem depende também do tempo para processamento da informação, da motivação do estudante e dos incentivos recebidos.
Cada um de nós precisa de um tempo próprio para processar informações e aprender.

Dessa forma, deve-se buscar a organização do nosso tempo, evitando a procrastinação, a fim de que prazos para realização de trabalhos sejam bem aproveitados e não esgotados, prevenindo o estresse.

Além disso, quando esse tempo é respeitado a qualidade dos resultados daquilo que fazemos, é significativamente elevada
A motivação tem relevância para o saber aprender, pois como a sabedoria popular já afirmou, querer é poder. Isso ocorre, pois ela proporciona uma maior abertura dos indivíduos para reconhecer formas diferentes para solucionar as dificuldades que porventura apareçam, possibilitando aos indivíduos persistência na busca da melhor estratégia para solução dos problemas.

A propósito, também é fundamental que os aprendentes estabeleçam maneiras próprias de incentivo e estejam receptivos aos incentivos que pessoas possam lhe dar.

Assim sendo, respeitando nosso tempo para processamento das informações,mantendo-nos motivados e percebendo incentivos à nossa volta, saberemos como aprender. 


CLAUDIA CORDEIRO PEREIRA M. TAVEIRA
Imagem: http://goo.gl/ZQK0e8